quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tradicionalíssimo

Com a proximidade das festas de fim de ano já começamos, obviamente, a pensar no cardápio. E esse ano não estamos a fim de inventar, mas queremos caprichar. E escolhemos como mote a tradição.

Isso mesmo, a onda aqui em casa será fazer tudo de mais tradicional que há para festas. Mas enquanto pensamos em tudo que não pode faltar em uma mesa tipicamente natalina, não podemos ficar simplesmente de braços cruzados e então como o primeiro passo para embarcar na tradição fizemos no último domingo um almoço tradicional francês.

E claro, com direito a Champagne.

Cardápio:

Entrada: Suflê
Prato Principal: Boeuf Bourguignon acompanhado de batatas.
Sobremesa: Creme Brulee

A maioria das receitas deste cardápio já estão aqui no blog, então para não tornar-me repetitiva, vou comentar só as diferenças.

O Suflê  fiz de mussarela de búfala e ervas. Piquei salsa, cebolinha, tomilho, uma colher de chá de erva-doce e um pouquinho de nox moscada ralada. A quantidade de recheio que usei foi uma xícara bem cheia.

Dessa vez, por causa de um pouco de pressa, tirei do forno alguns minutos antes, e com isso não formou a casquinha por fora e murchou um pouquinho.

Mas pelo menos agora sei onde está o erro, no tempo de cozimento, tem que ter paciência mesmo para não ter erro.

Mas ficou bem saboroso. As ervas deram um toque super especial.


E estamos lá, todos em volta da mesa, provando o suflê, tomando nossa Chandon (não möet) e como sempre, comentando as receitas.

Falando de suflê e o quanto a base é importante para que ele cresça, que pode ser feita de batata, molho bechamel e se o chuchu seria uma base ou um recheio quando meu cunhado faz um comentário bastante espirituoso que não posso deixar de registrar.

Leo: Chuchu não tem gosto de nada, é apenas o 5° estado da água.
Balãozinho de pensamento sobre a cabeça de minha irmã e poucos segundos depois a pergunta inevitável:
Erika: 1-gasoso, 2-líquido, 3-sólido, 5-chuchu. Qual seria o 4° estado da água???
E ele respondeu sem pestanejar:
Leo: A melancia, oras!

Ou seja, nos ensinaram tudo errado. Corram corrigir os livros de química, a água tem muitos mais estados do que imaginávamos, entre eles a melancia e o chuchu.

Brincadeiras a parte, voltemos às receitas.

O prato principal foi o Boeuf Bourguignon. Dessa vez feito com contra-filé e na panela de ferro.

De acompanhamento fiz uma batata que vi no programa do Olivier Anquier. Ele estava na França em viagem com a sua filha e em um dos programas exibidos ele cometou da batata tapé. Batatas cozidas, depois amassadas entre duas tábuas, e em seguida fritas em azeite. 


Não sei se foi a panela de ferro ou se foi porque completamos o cozimento com um pouquinho de vinho Malbec, mas sei que dessa vez o sabor ficou ainda mais intenso, a carne ainda mais macia. Ela simplesmente desmanchava e ficou extremamente suculenta. As batatas por serem bem simples harmonizaram bem com a carne, porque qualquer acompanhamento de sabor mais forte brigaria com a carne.

De sobremesa o creme brulee. Dessa vez acertamos o creme e brincamos de cada um fazer sua própria casquinha de açúcar.

Mas fica a dica, o creme brulee deve ser feito no dia anterior.

Em uma travessa coloquei 8 gemas e 1/3 de xícara de açúcar. Bati bem até que as gemas ficassem esbranquiçadas e o açúcar estivesse bem dissolvido. Ah! Tirei as "peles" que envolvem as gemas para que o doce não ficasse com aquele gosto e cheiro fortes de ovo.

Acrescentei uma colher de essência de baunilha, raspas de laranja, 2 xícaras de creme de leite fresco e 1 xícara de leite. Misturei tudo, esperei sair aquelas bolhinhas de cima. Distribuí em 5 tigelinhas e levei ao forno em banho maria por cerca de 1 hora.

Depois disso, geladeira até a hora de fazer a casquinha de açúcar e servir. 





Ficou cremoso, a casquinha bem durinha e as raspas de laranja deram um sabor muito bom. Usei as raspas de laranja porque não sou muito fã da essência de baunilha, e como não é tão fácil encontrar as favas, achei que as laranjas dariam um toque interessante. E deram mesmo. O creme brulee foi só elogios.

Após o almoço, de volta à busca pelas tradições natalinas. Peru, maionese, rabanadas... Será que essa gente não faz nada nessa vida além de pensar em comida?

2 comentários:

  1. tudo muito bom, mas meu!! que trabaaaaaalhooo!!! hauhauaha preguiça só de pensar...
    mas tive a sensação de ter sentido o cheiro da carne, só olhar pra foto! hauahua

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